Coloca na sua bolsa.
Foi por força maior que não saí com a minha bolsa hoje.
Na verdade foi uma sugestão do meu pai, depois do assalto na semana passada…. ["Humm... verdade"].
Não me lembro da última vez que andei por aí sem bolsa (nem mala, ou mochila). Sou paulistana (e mulherzinha), tenho sempre um cachecol a tira colo, umas neosaldinas, bloquinho e caneta, além de lenços umidecidos e do sempre maroto e necessário estojinho com maquiagens.
Enfim, hoje olhei para minha bolsa (em processo de recuperação), minha carteira nova e singela com algumas fotos, os bloquinhos de anotações, a escova de dentes e consegui fazer com que os objetos não me acompanhassem.
Adorei ver como foi fácil.
Ok, assumo que está frio e meu casaco tem quatro bolsos grandes (perfeitos pra meu celular, bilhete único, dez pilas e o “novo velho amigo” mp3, que volta pra substituir seu amigo mais moderno que se fué no fatídico assalto), mas enfim estava eu nas ruas de São Paulo sem bolsa nenhuma.
O fato é que depois de perder a minha bolsa com tudo o que eu tinha dentro, percebi que eu e ”ela” tinhamos uma relação bem forte. Foi duro dar tchau para tudo o que eu carregava (dia e noite, noite e dia), desde cateira, cartões e documentos, dinheiro, ipod, fotos, óculos até àquelas entradas de cinema, bilhetinhos ou passagens de ônibus que fui guardando (não sei porque) mas que de certa forma eram bastante importantes para mim.
Tão estranho quanto ver essas mini coisas desaparecerem, é delicioso não se importar mais com elas.
Não sei se realmente há um ponto relevante nessa conclusão, mas de alguma forma, vinda nesse momento, me agradou… vai me fazer dormir mais tranquila e talvez repensar alguns figurinos.
